"Alguns homens sublimam seus desejos, projetando-os num plano apenas mental, e isso é suficiente para satisfazê-los. Outros, apesar de resistirem com diferentes graus de esforço, acabam por ceder às tentações. São os chamados 'homens de sangue-quente'."
"Não é possível determinar o momento exato em que uma pessoa se apaixona. Se fosse, bastaria um termômetro para comprovar a teoria de que, nesse instante, a temperatura corporal se eleva vários graus. Uma febre, nossa única sequela divina. Ao se apaixonar, um 'homem de sangue-quente' experimenta o desamparo de sentir-se vulnerável. Ele não caçou, foi caçado."
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
It's time...
Hora de cortar os cabelos, aparar a franja e mudar a tintura.
Hora de fazer aquela plástica no nariz há tanto esperada, de investir na lipo-escultura e turbinar com aquele silicone.
Hora de trabalhar sua simpatia, sua inseguraça, seu papo e seus hábitos.
Hora de refletir sobre você na faculdade, se dedicar aos estudos e se dar às tarefas jornalísticas.
Hora de se entender com as pessoas, resolver pendências, se apegar aos amigos e afastar os inimigos.
Você acredita que mudar é algo que cada um busca só para si?
Há que diga que só mudamos para os outros.
Os machistas dizem que quem namora não precisa fazer plástica de nariz, afinal, já foi aceito mesmo!
Ei! Você!
Como anda sua plástica de nariz? (pergunta retórica/reflexiva)
Não acho que seja assim. Inclusive, me arrisco a dizer isso em nome do universo feminino: mulheres não investem em beleza para ninguém, é um império puramente narcisístico.
Apesar disso, machismos sempre me fazem refletir....será que está mesmo na hora de ser aceita?
Como se pode saber?
Só sei que preciso me reencaixar, me reposicionar, me reinserir.
Chega uma hora em que estamos rodiadas apenas de pessoas-desejos e amigas que não podemos mais compartilhar, afinal, não posso exigir-lhes atenção egoísticamente, elas têm coisas bem melhores a fazer!
Às minhas namoradeiras, um brinde com taças cheias de sucesso, sorte, amor, felicidade.
Um prato cheio de aventuras, descobertas, desafios, paixões, realizações, prazeres.
Uma hora de gargalhadas com as amigas, confabulações intimistas, empolgação e insegurança secreta.
Passo a exigir de vocês só as notícias e a companhia matinal (em alguns casos), como as pessoas que acordam para buscar o jornal nas primeiras horas do dia....
Passo a sei um leitor assíduo, mas restrito. Só leio o caderno "coisas pra te contar", e isso me basta, às vezes.
Hora de fazer aquela plástica no nariz há tanto esperada, de investir na lipo-escultura e turbinar com aquele silicone.
Hora de trabalhar sua simpatia, sua inseguraça, seu papo e seus hábitos.
Hora de refletir sobre você na faculdade, se dedicar aos estudos e se dar às tarefas jornalísticas.
Hora de se entender com as pessoas, resolver pendências, se apegar aos amigos e afastar os inimigos.
Você acredita que mudar é algo que cada um busca só para si?
Há que diga que só mudamos para os outros.
Os machistas dizem que quem namora não precisa fazer plástica de nariz, afinal, já foi aceito mesmo!
Ei! Você!
Como anda sua plástica de nariz? (pergunta retórica/reflexiva)
Não acho que seja assim. Inclusive, me arrisco a dizer isso em nome do universo feminino: mulheres não investem em beleza para ninguém, é um império puramente narcisístico.
Apesar disso, machismos sempre me fazem refletir....será que está mesmo na hora de ser aceita?
Como se pode saber?
Só sei que preciso me reencaixar, me reposicionar, me reinserir.
Chega uma hora em que estamos rodiadas apenas de pessoas-desejos e amigas que não podemos mais compartilhar, afinal, não posso exigir-lhes atenção egoísticamente, elas têm coisas bem melhores a fazer!
Às minhas namoradeiras, um brinde com taças cheias de sucesso, sorte, amor, felicidade.
Um prato cheio de aventuras, descobertas, desafios, paixões, realizações, prazeres.
Uma hora de gargalhadas com as amigas, confabulações intimistas, empolgação e insegurança secreta.
Passo a exigir de vocês só as notícias e a companhia matinal (em alguns casos), como as pessoas que acordam para buscar o jornal nas primeiras horas do dia....
Passo a sei um leitor assíduo, mas restrito. Só leio o caderno "coisas pra te contar", e isso me basta, às vezes.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Os espiadores
Os dias em que você está mais quieta são, definitivamente, uma lição de vida.
A mim, basta uma noite mal dormida para um dia de quietude, moleza, poucas palavras e intensa observação.
Dessa vez foi Ela quem me atentou para o detalhe.
"Hoje parece que está todo mundo espiando alguma coisa, que estranho!" (sutil, mas fabulosa, sempre).
Por todos os lados eu via as cabeças.
Para lá, para cá, em frente, esticada, escondida, curiosa, preocupada, atenta....
Milhões de maneiras.
Como é curioso! Se deixassemos de prestar atenção aos sons da cidade e das pessoas que a enfeitam repararíamos um pouco mais nas pequenas atitudes de cada um.
Hoje meu dia passou no mute, e eu reparei em nossos espiadores.
Por toda parte que meu banco de passageiro passava eu reparava em alguém espiando algo.
Espiando de um lado para o outro pra atravessar a rua, ou olhar o trânsito.
Espiando pela porta da loja e pela janela de casa para ver o movimento da rua.
Pelo vidro dos carros para olhar os transeuntes.
A esmo para acelerar a espera de algo.
Espiando a luz bicolor da polícia que estava na rua tumultuando algum estabelecimento comercial e bloqueando a passagem.
O céu, pra analisar o tempo e prever a meteorologia dos próximos dias, ou ainda pedir alguma chuva pro ar seco parar de castigar nossas narinas.
Espiando o caminhar das pessoas, em seu passo lento, apressado, torto, incerto, vacilante, calculado...
Espiando as aparências em sua beleza ou não.
Espiando pela vitrine pra captar qualquer coisa que possa aumentar a fatura do cartão de crédito.
Andando por aquelas ruas elas me pareceram corredores para onde davam as janelas de todos os espiadores.
E como são numerosos.
Se pararmos para pensar, acho que não há movimento da cidade que alguém não capte com o olhar.
Nada escapa aos espiadores.
Esteja certo de que ao menos um deles lhe viu. Seguiu seus passos, vasculhou sua sacola de compras, analisou sua comissão de frente (ou sua retaguarda), cobiçou seu namorado, comentou sobre a poeira no seu carro (quando não escreveu 'lave-me, por favor' no seu vidro traseiro), discutiu seu bom gosto, elogiou seu sorriso, acompanhou seu abaixar para pegar o que caiu no chão...
Qualquer coisa, e todas as coisas, estão sendo vistas pelos espiadores. Eles nunca lhe deixam passar em branco.
E é triste, e intrigante, saber quantas pessoas se interessaram pela sua vida por alguns segundos e você nem tem a oportunidade de conhecê-las minimamente.
Quantos desses espiadores passam do outro lado da calçada da sua vida e você não tem a chance de uma mínima troca de olhares.
E ainda assim, nossos momentos são totalmente preenchidos pelos espiadores que estão na nossa calçada da vida. Por alguns menos, por outros mais. Mas os que estão na sua calçada sempre lhe completam um pouco, lhe ensinam...e lhe espiam, como de costume.
A mim, basta uma noite mal dormida para um dia de quietude, moleza, poucas palavras e intensa observação.
Dessa vez foi Ela quem me atentou para o detalhe.
"Hoje parece que está todo mundo espiando alguma coisa, que estranho!" (sutil, mas fabulosa, sempre).
Por todos os lados eu via as cabeças.
Para lá, para cá, em frente, esticada, escondida, curiosa, preocupada, atenta....
Milhões de maneiras.
Como é curioso! Se deixassemos de prestar atenção aos sons da cidade e das pessoas que a enfeitam repararíamos um pouco mais nas pequenas atitudes de cada um.
Hoje meu dia passou no mute, e eu reparei em nossos espiadores.
Por toda parte que meu banco de passageiro passava eu reparava em alguém espiando algo.
Espiando de um lado para o outro pra atravessar a rua, ou olhar o trânsito.
Espiando pela porta da loja e pela janela de casa para ver o movimento da rua.
Pelo vidro dos carros para olhar os transeuntes.
A esmo para acelerar a espera de algo.
Espiando a luz bicolor da polícia que estava na rua tumultuando algum estabelecimento comercial e bloqueando a passagem.
O céu, pra analisar o tempo e prever a meteorologia dos próximos dias, ou ainda pedir alguma chuva pro ar seco parar de castigar nossas narinas.
Espiando o caminhar das pessoas, em seu passo lento, apressado, torto, incerto, vacilante, calculado...
Espiando as aparências em sua beleza ou não.
Espiando pela vitrine pra captar qualquer coisa que possa aumentar a fatura do cartão de crédito.
Andando por aquelas ruas elas me pareceram corredores para onde davam as janelas de todos os espiadores.
E como são numerosos.
Se pararmos para pensar, acho que não há movimento da cidade que alguém não capte com o olhar.
Nada escapa aos espiadores.
Esteja certo de que ao menos um deles lhe viu. Seguiu seus passos, vasculhou sua sacola de compras, analisou sua comissão de frente (ou sua retaguarda), cobiçou seu namorado, comentou sobre a poeira no seu carro (quando não escreveu 'lave-me, por favor' no seu vidro traseiro), discutiu seu bom gosto, elogiou seu sorriso, acompanhou seu abaixar para pegar o que caiu no chão...
Qualquer coisa, e todas as coisas, estão sendo vistas pelos espiadores. Eles nunca lhe deixam passar em branco.
E é triste, e intrigante, saber quantas pessoas se interessaram pela sua vida por alguns segundos e você nem tem a oportunidade de conhecê-las minimamente.
Quantos desses espiadores passam do outro lado da calçada da sua vida e você não tem a chance de uma mínima troca de olhares.
E ainda assim, nossos momentos são totalmente preenchidos pelos espiadores que estão na nossa calçada da vida. Por alguns menos, por outros mais. Mas os que estão na sua calçada sempre lhe completam um pouco, lhe ensinam...e lhe espiam, como de costume.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Morde assopra
Ladainha
Picuinha
Vingancinha
Todo dia, dia e noite, noite e dia.
Depois de antes ele assopra
Antes de depois ele morde
Cutuca daqui, provoca dali....
Se chateia, tenta se redimir invisivelmente. Mas eu sei, olho e vejo que por dentro ele sabe que pisou na bola e que nunca me decepconou assim antes.
No fundo ele é uma criança que precisa de atenção, cuidados da mamãe, carinho, compreensão.
Me rodeia pra provocar, tenta interagir e quebrar o gelo, me fazer falar e tenta tirar de mim as palavras que guardo há três dias.
Faz de tudo pra eu saber que ele está arrependido, mas não mudou nada do seu jeito, cotinua o mesmo ranzinza mandão, que faz tudo o que a gente quer mas precisa ser a figura da autoridade.
A voz grave e alta. Me faz sucumbir desde criança....e é ela que me assusta, é dela que eu tenho medo.
A melhor e a pior pessoa do mundo. Como isso é possível?
Já chega! Um mês é mais do que uficiente pra me provar que não aguento mais essa convivencia íntima e longa.
Preciso ir de volta pra casa.
Picuinha
Vingancinha
Todo dia, dia e noite, noite e dia.
Depois de antes ele assopra
Antes de depois ele morde
Cutuca daqui, provoca dali....
Se chateia, tenta se redimir invisivelmente. Mas eu sei, olho e vejo que por dentro ele sabe que pisou na bola e que nunca me decepconou assim antes.
No fundo ele é uma criança que precisa de atenção, cuidados da mamãe, carinho, compreensão.
Me rodeia pra provocar, tenta interagir e quebrar o gelo, me fazer falar e tenta tirar de mim as palavras que guardo há três dias.
Faz de tudo pra eu saber que ele está arrependido, mas não mudou nada do seu jeito, cotinua o mesmo ranzinza mandão, que faz tudo o que a gente quer mas precisa ser a figura da autoridade.
A voz grave e alta. Me faz sucumbir desde criança....e é ela que me assusta, é dela que eu tenho medo.
A melhor e a pior pessoa do mundo. Como isso é possível?
Já chega! Um mês é mais do que uficiente pra me provar que não aguento mais essa convivencia íntima e longa.
Preciso ir de volta pra casa.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Ode ao orgulho
Ligue, ligue, ligue, ligue para mim!
Diga, diga, diga, diga que me ama!
Que eu não vou mais implorar.
Se quer saber, deixa estar.
Digo que não ligo mas não vivo sem você.
Eu falo não me calo.
Tiro sarro só pra ver se eu consigo despertar o seu amor.
Deixa estar.
Foi, sumiu, calou, mentiu
Me viu, sorriu, ponderou, mediu, ameaçou
Deixou, ignorou, observou, remoeu, quis
Resistiu, se virou, esperou, adiou
Se rendeu, desculpou-se, foi legal, se interessou....
E volta a rotina da dúvida
do querer
da convivência
da incerteza
da surpresa
E volta a rotina do não saber se quer...
Diga, diga, diga, diga que me ama!
Que eu não vou mais implorar.
Se quer saber, deixa estar.
Digo que não ligo mas não vivo sem você.
Eu falo não me calo.
Tiro sarro só pra ver se eu consigo despertar o seu amor.
Deixa estar.
Foi, sumiu, calou, mentiu
Me viu, sorriu, ponderou, mediu, ameaçou
Deixou, ignorou, observou, remoeu, quis
Resistiu, se virou, esperou, adiou
Se rendeu, desculpou-se, foi legal, se interessou....
E volta a rotina da dúvida
do querer
da convivência
da incerteza
da surpresa
E volta a rotina do não saber se quer...
domingo, 27 de julho de 2008
Infância para descarte
Um dia não usual é repleto de feitos não usuais.
E esse não foi diferente...
Depois da decepção do meu dia eu não tinha mais sorrisos, palavras, vontades, fome, nada.
Restou a mim recolher-me aos meus aposentos e conviver solitariamente com a mediocridade da minha dor e das minhas lágrimas.
E eu não achei isso de todo ruim, era o que eu precisava.
Um tempo pra mim, pros meus pensamentos, pras minhas coisas. Para organizar a minha cabeça.
Nessas horas, nada melhor do que cuidar do que é seu. Unir o útil ao agradável e....limpar o armário!
É, dia de cumprir minha missão de férias...
Foi limpeza geral, todas as partes, prateleiras, gavetas, maleiros, cabides.
No início foi tudo tão bruto, eu rasgava papéis com o mesmo ódio que eu tinha vontade de esfregar na cara dele todas aquelas coisas.
Descontando na minha bagunça a minha raiva.
Mas toda desordem tem um pouco de lembrança, e um armário não seria um armário se não guardasse muito mais do que coisas. Ele estava cheio de lembranças, de fases, fotos, cartas, roupas, brinquedos, e toda a sorte de coisas que uma vida pode acumular.
Eu fui perdendo o ritmo e construí um filme feito em flash-backs naqueles momentos de conviência comigo mesma.
Tanta coisa foi tirada, tanta coisa foi pro lixo, tanta coisa foi jogada fora.
Tanto estudo, tanto esforço, tanta moda, tanta breguice, tanta falta de coordenação, tanta infânica...
Conforme aquelas coisas iam sendo tiradas e postas no lixo, eu sentia que minha infância estava indo pro lixo junto, minha inocência, minha liberdade, minha despreocupação.
Os símbolos que me prendiam ao passado próximo dos meus 10 anos se foram, e deixaram uma sensação de que limpar o armário é liberar o espaço das prateleiras para colocar coisas novas.
Como se agora fosse o momento de deixar tudo pra trás e ocupar aqueles espaços com o que virá de novo, e de sério, responsável, adulto e futuro.
Parecia tão fácil no começo...mas como é difícil se desapegar e seguir em frente.
Mas acho que agora é a hora de olhar pro futuro e encarar de frente meus próximos medos.
Porque eu tenho uma prateleira vazia pra encher com minhas novas conquistas e superações.
E esse não foi diferente...
Depois da decepção do meu dia eu não tinha mais sorrisos, palavras, vontades, fome, nada.
Restou a mim recolher-me aos meus aposentos e conviver solitariamente com a mediocridade da minha dor e das minhas lágrimas.
E eu não achei isso de todo ruim, era o que eu precisava.
Um tempo pra mim, pros meus pensamentos, pras minhas coisas. Para organizar a minha cabeça.
Nessas horas, nada melhor do que cuidar do que é seu. Unir o útil ao agradável e....limpar o armário!
É, dia de cumprir minha missão de férias...
Foi limpeza geral, todas as partes, prateleiras, gavetas, maleiros, cabides.
No início foi tudo tão bruto, eu rasgava papéis com o mesmo ódio que eu tinha vontade de esfregar na cara dele todas aquelas coisas.
Descontando na minha bagunça a minha raiva.
Mas toda desordem tem um pouco de lembrança, e um armário não seria um armário se não guardasse muito mais do que coisas. Ele estava cheio de lembranças, de fases, fotos, cartas, roupas, brinquedos, e toda a sorte de coisas que uma vida pode acumular.
Eu fui perdendo o ritmo e construí um filme feito em flash-backs naqueles momentos de conviência comigo mesma.
Tanta coisa foi tirada, tanta coisa foi pro lixo, tanta coisa foi jogada fora.
Tanto estudo, tanto esforço, tanta moda, tanta breguice, tanta falta de coordenação, tanta infânica...
Conforme aquelas coisas iam sendo tiradas e postas no lixo, eu sentia que minha infância estava indo pro lixo junto, minha inocência, minha liberdade, minha despreocupação.
Os símbolos que me prendiam ao passado próximo dos meus 10 anos se foram, e deixaram uma sensação de que limpar o armário é liberar o espaço das prateleiras para colocar coisas novas.
Como se agora fosse o momento de deixar tudo pra trás e ocupar aqueles espaços com o que virá de novo, e de sério, responsável, adulto e futuro.
Parecia tão fácil no começo...mas como é difícil se desapegar e seguir em frente.
Mas acho que agora é a hora de olhar pro futuro e encarar de frente meus próximos medos.
Porque eu tenho uma prateleira vazia pra encher com minhas novas conquistas e superações.
Seu tapa na minha cara
E hoje eu chorei....
lágrimas densas,
cheias de pesar, remorso, desespero
repletas de indignação e injustiça
lágrimas negras
que lavaram a face despindo o rosto da maquiagem que o disfarçava
a fortaleza ficou desprotegida
e revelou que, no fundo, nada é inabalável .
As palavras eram rudes e devastadoras
me feriram profundamente, como lâminas que penetram na carne e na alma
rasgaram tudo
o repeito, a admiração
desgastaram o amor
cortaram o coração e tocaram fogo na dignidade
as chamas consumiram o que ali estava
deixaram cinzas de dor
cinzas quentes de desolação
que ardiam
e faziam brotar, no rosto, a prova da guerra que estava do lado de dentro
como se as lágrimas pudessem apagar aquele incêndio.
Hoje meu herói de sete vidas perdeu um pouco dos seus super-poderes
as palavras tiraram sua razão e pintaram um monstro
pintaram com machismo, egoísmo, ingratidão, desrespeito, grosseria....
Eu sucumbi àquela imagem
foi inacreditável, mais do que eu jamais vira
e aquelas lágrimas eram mais dolorosas do que as minhas
eram amargas
como quem diz que tudo o que foi feito atá então não passou de uma vida de erros
de arrependimentoss
de concessões de si a troco de nada.
Eu jamais pensei que fosse me sentir assim
mas as pessoas sempre podem te surpreender.....
lágrimas densas,
cheias de pesar, remorso, desespero
repletas de indignação e injustiça
lágrimas negras
que lavaram a face despindo o rosto da maquiagem que o disfarçava
a fortaleza ficou desprotegida
e revelou que, no fundo, nada é inabalável .
As palavras eram rudes e devastadoras
me feriram profundamente, como lâminas que penetram na carne e na alma
rasgaram tudo
o repeito, a admiração
desgastaram o amor
cortaram o coração e tocaram fogo na dignidade
as chamas consumiram o que ali estava
deixaram cinzas de dor
cinzas quentes de desolação
que ardiam
e faziam brotar, no rosto, a prova da guerra que estava do lado de dentro
como se as lágrimas pudessem apagar aquele incêndio.
Hoje meu herói de sete vidas perdeu um pouco dos seus super-poderes
as palavras tiraram sua razão e pintaram um monstro
pintaram com machismo, egoísmo, ingratidão, desrespeito, grosseria....
Eu sucumbi àquela imagem
foi inacreditável, mais do que eu jamais vira
e aquelas lágrimas eram mais dolorosas do que as minhas
eram amargas
como quem diz que tudo o que foi feito atá então não passou de uma vida de erros
de arrependimentoss
de concessões de si a troco de nada.
Eu jamais pensei que fosse me sentir assim
mas as pessoas sempre podem te surpreender.....
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