segunda-feira, 30 de junho de 2008

Para a puladora de nuvens

Invadindo seu cantinho, sinto-me especial por saber que há amigos como você que ainda confiam na bondade de outras almas em querer fazer bem àqueles que são importantes.
Considere como um singelo presente de alguém que lhe gosta muito, que se importa com você. É ótimo ao final do dia saber que posso sentar contigo e falar de todas as conquistas e os fantasmas que me assolam, e o melhor ainda, saber que você vai me ouvir não por obrigação, mas porque quer, porque é minha amiga.
Obrigada por dias e noites maravilhosas, por conversas confidenciais, lágrimas e risos trocados ao longo de dias que ficarão marcados em minha memória. Sei que minha alma é inquieta e assim como a minha, a sua também é. Somos dignas, somos sonhadoras e merecemos ser felizes.
Que você continue pulando em suas nuvens...minha alma se encontrará com você a qualquer momento e aí, poderemos sentar num cantinho do universo e conversar...ficar longe de tudo aquilo que não importa e apenas pensar que somos abraçadas por um sentimento fofo que envolve uma nuvem, seja ele qual for!
Amo você, puladora de nuvens!

sábado, 28 de junho de 2008

Felicidade é pra todos

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Hoje eu acordei feliz!

Parece que os ventos viraram, estão a meu favor.
Parei de cultivar as zicas internas, acho que é isso. Agora sinto que tudo se encaminha...
O final de semestre me parece perfeito
*os amigos retornam
*os trabalhos acabam
*os talentos são provados
*umas pessoas reaparecem
*outras se preparam pra deixar tudo amigável novamente e voltar pra casa
*a família se prepara para receber os filhos

é quase um clima natalino

Sabe, são coisas tão pequenas, atitudes quase insignificantes...
mas é possível perceber que a iminência das férias torna a convivência mais fácil e as pessoas mais amigáveis (em certos aspectos)
não é necessário ver todos os dias aqueles mesmos rostos, que te cumprimentam com a mesma cara, te olham com os mesmos preconceitos, e te julgam com a mesma injustiça
você pode limitar o prazer da sua convivência aos poucos que merecem
você se exclusiva, e é tão bom saber que de uma vez por todas você está em um lugar que todos pensam o mesmo de você, têm certeza do seu caráter e precisam da sua amizade.

Mas não é só isso, parece que a boa convivência está tornando as manhãs mais claras, os dias mais divertidos, as noites mais estreladas...
É sempre dia de festa, motivo de festa...

Sábado de manhã, o céu me parece tão claro
o sol nasceu pra sorrir pra mim
ah, a melhor brisa matinal, como se ela espantasse a preguiça e levasse os problema embora
problema?
não, não tenho mais
só tenho sorrisos pra dar, banalidades pra falar, gargalhadas pra espalhar, amigos pra receber, amarula pra beber, seriados pra viciar, músicas pra decorar, fotos pra tirar, edredon pra esquentar, canais pra passar, comida pronta pra almoçar, uma viagem pra descansar, a família pra visitar...

Essa é a melhor sensação do mundo!

Lugar de bruxa é na fogueira

Festa estranha com gente esquisita!
É foi tudo isso, mesmo.
Era pra ter comida, não tinha. Mas eu tinha muita fome.
Era pra ter gente legal, não tinha. Uma fileira de insignificantes e meia dúzia de companhias.
Era pra ter música legal, não tinha. Apenas uma dupla de churrascaria.

Mas não era isso que me incomodava - tá, incomodava um pouco-, aquelas pessoas em volta da fogueira...UOW
Primeiro que, como me disseram, se eu tivesse uma bola de boliche em minhas mão eu acertaria uma por uma, e veria cada uma delas cair com o maior prazer.
Pode parecer maldade, mas foi um ímpeto de fúria! Estava na minha frente uma das pessoas que mais merece meu desprezo, e que nunca fez nada pra me provar que merecia mais uma chance, ou provar que eu estava errada.
Naqueles instantes, a fumaça deixara minha vista turva, e o cheiro de madeira queimada me dera náuseas. Eu só consegui imaginar aquelas pessoas lá
na fogueira
uma ao lado da outra....
na fogueira

maldade
raiva
vingança

Deixa pra lá, nem isso vale a pena...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pelo que sei, você gosta de mim...

Não acho possível estar sempre tão enganada.
Inclusive, não acho que esteja enganada, o problema é que não sei conduzir as situações e sempre levo as coisas pelo caminho errado. Se não fosse meu incrível poder de aproximação e amizade talvez eu fosse melhor para bater um papo ou ter uma conversa mais séria. Não só uma conversa.
É como se, cada vez que algo dá errado, eu recuasse. Me afastasse de uma forma tão desesperada, medrosa e doentia que tudo aquilo que eu havia construído dentro de mim até então implodisse, e só restassem aqui dentro os escombros.
O que sinto é que muitas vezes nem eu mesma dou valor a mim. Pois se desse não iria me desfazer tão despretensiosamente dos meus, vamos dizer, 'sonhos'. A cada vez que desisto deles deixo mais uma vez partir um pedaço de mim que fora construído com afinco, apesar da facilidade.
Essa facilidade é outro problema. Tudo em mim acontece rápido. Está certo que em um corpo tudo são reações químicas, e rápidas. No entanto, tem certaz coisas que não são simples reações em cadeia.
É tão complexo de sintir e deixar, mas tão simples de acontecer - ao menos comigo.
Por isso, eu sinto que minha vida é uma enorme sala de troféus. O bom disso tudo é que sou capaz de me lembrar como ganhei cada um dos prêmios.

1- uma peça, uma fotografia, uma vontade
2- a mão na cintura, opiniões perfeitamente em acordo, convivência e um desejo
3- uma noite, um porre, uma vergonha
4- um sonho em comum, os olhos mais lindos do mundo e sempre o meu sol
5- tudo o que eu não queria, mas adorava, e um saco de dadinhos
6- um beck, um céu estrelado, a timidez e tudo sobre a sua vida
7- uma lembrança que volta, a falta de sentimentos e o amigo
8- um baile perfeito, uma coleção de churrascos e toda satisfação
9- o abraço, as conversas e a amizade
10- a cidade, os problemas, os amigos, os pontos fracos, a dúvida...

Espero que 10 seja meu número de sorte...o 3 já foi um dia, mas virou abóbora depois da meia noite

O panda de Jaú

Porque ele apareceu?

Concordo que eu não deveria me importar, mas as mulheres são fracas. Eu sou fraca.
Aliás, mais do que fraca, sou egoísta.
O que me estranha é que quero a exclusividade de algo que não quero ter.

Tudo bem, eu quero ter.

Não, não sei se quero ter.

Tantas coisas me atraem...
Sei que minha presença intimida, vem aquele gosto de quero mais, te faz perder o controle e me dá poder e bem estar.
Você sempre acerta o ponto fraco, você sabe lidar comigo, você joga com nós dois.
Quero te ver, quero estar por perto, quero ser única. Mas quero tudo do meu jeito e a hora que eu quero

....mas por tantas outras eu sinto repulsa
Você me dá valor mas me substitui, é mais fácil colocar-me em segundo plano do que se sujeitar aos seus próprios sentimentos.
Uma pequena distância por longo tempo te deu medo, mas longas distâncias por pouco tempo passaram como um sopro. Porquê? Tudo poderia ter sido mais fácil.
Sua ignorância me atrapalha, e seu mau gosto me corrói.

Nossa história é uma corda cheia de cortes e nós.
Mas acho que esse último corte foi muito rente, ninguém vai conseguir amarrar de novo.
Sabe porquê?
Porque VOCÊ renegou o que disse e continuou falhando nos mesmo pontos.
A distância entre mim e aquele panda é de 50km.
E por 50km você pecou.

Um dia você vai perceber que, se tivesse aprendido a percorrer 320km, sem medo, não haveria nenhum panda nos assombrando.
Talvez uma vaca ou uma galinha, mas esses fantasmas são mais do cotidiano.

A virtude está no meio (?!)

Falo porque penso
Penso porque sinto
Sinto porque observo
Observo porque estou sempre em silêncio.
Numa calada indigna de quem sou
Me sinto vítima de uma farsa injusta e personagem de uma história sem pé nem cabeça.
Como é possível alguém escrever uma história que tem meio mas não tem começo?!
Aposto que você achou que isso não existisse. Comigo é assim, primeiro o meio e quase nunca o começo.
E nesse caso a ordem dos fatores altera o produto. Ou melhor, não há produto. Continuo na estaca 0.
É um conjunto de ações que primeiro agem e depois reagem, ou que primeiro reagem e depois agem, não sei ao certo....é tudo tão nebuloso e intocável.
Sabe quando você tenta pegar uma nuvem. É com se aquele sopro de fumaça, aquele pequeno véu passasse por você como se não fosse um obstáculo.
Eu queria ser uma nuvem.
Eu me faço de nuvem, mas não sou assim tão volátil.

A prova da liberdade

Tem vezes que eu chuto tão longe uma pedra que a perco de vista, mas quando caminho mais um pouco acabo encontrando aquela mesma pedra. Então chuto mais uma vez e ela reaparece no caminho again, and again, and again.
Sabe como é?
Eu tenho uma coleção dessas pedras. Diversas cores, tamanhos, formatos, composições, origens...
Como em toda coleção, nessa minha também há aqueles exemplares pelos quais tenho um apreço especial. Só que essas pedras quase VIPs são muito grandes e pesadas e eu acabo me enroscando nelas com uma freqüência impressionante. Elas são quase imãs, me atraem de uma maneira inexplicável e assustadora, e não perdem o poder de atração nunca. Magnetismo eterno.
Dessa vez vim contar a história de uma dessas pedras, encontrei-a pela primeira vez há uns 6 anos. Chutei. Voltei a vê-la há 3 anos, ela estava mais brilhante e muito bem cuidada, parecia um exemplar de colecionador. Resolvi tomá-la para mim, afinal, achado não é roubado.
Mas sabe quando você sente que algo não te pertence de fato? Eu sempre soube que me pertencia, mas eu a perdia em vários lugares. Essas perdas me intrigavam muito, mas eu sempre fingi ignorar o quanto isso me incomodava, principalmente para os outros.

Sempre fui uma fortaleza, mesmo que construida com cada uma dessas pedras.

Por fim - por mais longe que meus chutes mantivessem minha coleção, esse exemplar mais especificamente - sempre achei que continuasse presa de alguma forma a essa pedra, sentindo a força com que ela me puxava.
Hoje encontrei-a mais um vez no meu caminho, ocasionalmente, e foi tudo tão diferente.
Depois de tanto tempo sem tropeçar nessa pedra - tropeçando em outra(s) - quando a vi ela me pareceu estranhamente gasta. Me espantou! As intempéres afetaram-na de uma tal forma que, mais do que mudar o pigmento, alteraram a composição e, com isso, a pedra perdeu o poder magnético.
Ou eu deixei de ser sucetível a essa atração. Mudei de ferro para ouro, latão, platina, não sei.
Só sei que hoje me senti livre.

Limitando-me

eu quero férias em Hollywood
chocolate quente em Campos do Jordão
um safári na África do Sul
abraços dos amigos
um bom papo a toda hora
quero saber chorar
abolir a preguiça
faço apologia ao ócio
quero um cartão de crédito sem limite, ou melhor, uma conta sem limites
quero o sucesso de cada dia
quero mais que o infinito
um lápis de olho que não borre
sinceridade eterna
bom gosto essencial
música eletrônica pra transcender
seletiva
quero um céu estrelado particular
um carro com teto solar
quero ser bioluminescente
uma festa com 700 convidados
uma foto por segundo
a geladeira cheia e a barriga no fogão
jornalismo em tempo real
poesias algumas vezes
uma voz no rádio
quero sempre cor de carmim

quero ser sempre feliz assim.

Os três não-sentidos

É como se em um segundo suas grandes perguntas fossem feitas e suas duvidas esclarecidas
Mas não esclarecidas, porque, afinal, foi um impulso de momento.

Só o que eu posso dizer é que minhas certezas foram tentadas, minhas dúvidas foram postas à prova, e eu não sabia mais em que acreditar e de que duvidar.

Um amigo mudo, das palavras fez-se o silêncio. E, hoje, algo me diz que tudo ia além da simples amizade. Ela tinha me dito.
Um amigo cego, o efervecer de cenas parece nunca constituir um filme. A cada dia eu tenho mais certeza, cada palavra constrói um novo degrau na minha escada, e cada vez que ela é renegada toda a minha construção vem a baixo. Uma obra faraônica, que permanece mística, incerta, e muito clara, ao mesmo tempo.
Um amigo surdo, ouviu tudo o que eu já tive a dizer. Partilhou as mais profundas aflições, os mais renegados desejos, as sempre desmentidas ambições, ouviu tudo aquilo que uma boca jamais pensou que seria capaz de gritar pro mundo. Cada uma das palavras doía, xafurdava, borbulhava, mas tinha que sair, era agora ou nunca. E foi agora. Mas ele permaneceu surdo, como se tudo aquilo tivesse saído por sair, por partilhar, por compartilhar. Nada mudou, ou ele finge que nada.

Sinto que estou cercada de imperceptíveis.
Não é possível que eu não me faça entender.
Compilei os pensamentos, recolhi as mágoas, escondi as dúvidas, mas nunca fui capaz de tornar a insegurança transparente.
Ela me cutuca, me judia, e por mais que eu peça, a cada dia ela aflora e aflora e aflora....