Tem vezes que eu chuto tão longe uma pedra que a perco de vista, mas quando caminho mais um pouco acabo encontrando aquela mesma pedra. Então chuto mais uma vez e ela reaparece no caminho again, and again, and again.
Sabe como é?
Eu tenho uma coleção dessas pedras. Diversas cores, tamanhos, formatos, composições, origens...
Como em toda coleção, nessa minha também há aqueles exemplares pelos quais tenho um apreço especial. Só que essas pedras quase VIPs são muito grandes e pesadas e eu acabo me enroscando nelas com uma freqüência impressionante. Elas são quase imãs, me atraem de uma maneira inexplicável e assustadora, e não perdem o poder de atração nunca. Magnetismo eterno.
Dessa vez vim contar a história de uma dessas pedras, encontrei-a pela primeira vez há uns 6 anos. Chutei. Voltei a vê-la há 3 anos, ela estava mais brilhante e muito bem cuidada, parecia um exemplar de colecionador. Resolvi tomá-la para mim, afinal, achado não é roubado.
Mas sabe quando você sente que algo não te pertence de fato? Eu sempre soube que me pertencia, mas eu a perdia em vários lugares. Essas perdas me intrigavam muito, mas eu sempre fingi ignorar o quanto isso me incomodava, principalmente para os outros.
Sempre fui uma fortaleza, mesmo que construida com cada uma dessas pedras.
Por fim - por mais longe que meus chutes mantivessem minha coleção, esse exemplar mais especificamente - sempre achei que continuasse presa de alguma forma a essa pedra, sentindo a força com que ela me puxava.
Hoje encontrei-a mais um vez no meu caminho, ocasionalmente, e foi tudo tão diferente.
Depois de tanto tempo sem tropeçar nessa pedra - tropeçando em outra(s) - quando a vi ela me pareceu estranhamente gasta. Me espantou! As intempéres afetaram-na de uma tal forma que, mais do que mudar o pigmento, alteraram a composição e, com isso, a pedra perdeu o poder magnético.
Ou eu deixei de ser sucetível a essa atração. Mudei de ferro para ouro, latão, platina, não sei.
Só sei que hoje me senti livre.
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