sexta-feira, 11 de julho de 2008

5..2..6..2..3..1..5..3..4..1..4

5..2..6..2..3..1..5..3..4..1..4

uma imitação barata da natureza,
um jogo de tabuleiro,
passo a passo rumo ao objetivo.
ou ainda como um quebra cabeça,
cada peça uma nova história.
assim, às vezes perdemos o jogo, às vezes os jogadores desistem, às vezes perdemos as peças, às vezes as peças não encaixam.
...mas nem por isso deixa de ser um jogo: um eterno perde e ganha.
os tabuleiros têm bifurcações,
as peças encaixam em mais de um lugar
...mas nem por isso deixa de ser um jogo: sorte ou revés.
talvez me sinta como um pininho tombado ou uma peça mal cortada que não consegue se encaixar, a personificação da incerteza
...olhar e não ver, ver sem olhar...
as cartas nos enganam
a ilusão de óptica aumenta os obstáculos
quem é o criminoso?
talvez todos sejam cúmplices, talvez uns sejam falsos com os outros, talvez ninguém nunca tenha sido totalmente sincero.
por trás de tudo sempre tem um jogador, um estrategista, que muitas vezes não sabe falar ou que não se faz entender
mas que, na verdade, gostaria que um passo, um ato, um olhar, uma cartada, fossem suficientes para ganhar o jogo

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