sexta-feira, 11 de julho de 2008

Poça de coisa nenhuma

Olha a poça! Poça de lama, poça de água, poça de lágrima.
É, as aparências enganam, os vidros não são tão transparentes quanto parecem ser, os reflexos são distorcidos.
A nesga de luz ilumina o cômodo inteiro. A um canto, uma caixa cheia dos vestigios da civilização. Em outro, as portas ocultam pilhas e pilhas de trapos roupas e sombras. A música de fundo soa melancólica e o alguém no outro canto olhando-se refletido, buscando a imagem certa.
Cresce a poça.....e junto com ela cresce e cresce e cresce. Parace um caminho inútil na busca pela visão que mate o que mata o alguém.
A imagem nebulosa,embaçada...
sem porque nem o que...
parece não querer ser vista...
parece se esconder de sua própria covardia...
parece crescer com a tristeza e ansiedade...
parece alimentar as esperanças.

Mas no fundo, é apenas uma poça de saudade

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