terça-feira, 22 de julho de 2008

Fugindo de mim

Vai pra um mês que eu não ando querendo me encontrar com a minha consciência.

Tudo isso porque vai pra um mês que certas dúvidas andam distantes.

Mas certas conversas geram certos assuntos que levam a certas discussões e acabam em certos pensamentos.



Queria entender porque nós nos negamos a acreditar naquilo que nossa consciência insistie em esfregar na nossa cara?
É tão obvio!
Mas essa droga de insegurança parece um apagador automático. O que a consciência escreve a insegurança apaga.

Eu não aceito a possibilidade de certas coisas serem verdades, pelo simples fato de não acreditar na minha capacidade de realizar tais feitos.
Mas no fundo, eu tenho certeza de que pelo menos de uns pedaços daquele conto de fadas eu sou a protagonista.
Eu sou a heroína tola, que acredita nas palavras pouco doces mas provocativas, usa de cada pequena coisa para alimentar sua fogueira de esperanças e faz dessa chama um incentivo pra ser alguém melhor, por mais que seu príncipe encantado não mereça.

E eu estou assim, em eterna guerra com a minha consciência, talvez isso seja exclusivamente um erro meu.
Ou, pode ser que não seja só minha culpa, porque a corda a que me agarrei foi jogada por alguém, e isso deve significar algo.
Nós, mulheres, não somos tão tolas a ponto de inventar situações por puro prazer e realização pessoal. Nossa conciência nos ajuda a construir fantasias e sonhos apenas apoiados em tudo aquilo que um dia nos foi realmente dito.

Talvez esteja ai a explixação para as românticas e sonhadoras: acreditar na própria consciência.

2 comentários:

Paula Bastos disse...

Nossa...matou a pau com esse texto, hein? Somos tolas, realmente muito tolas e às vezes me pergunto onde é que vamos chegar com toda essa tolice. Será que essa nossa super-proteção com nós mesmas é tão necesária assim? Será que não estamos perdendo oportunidades de momentos felizes por medos tolos? A verdade é que eu não tenho coragem de encarar a situação e simplesmente mandar pro peito. Então minha amiga, agarre na minha mão, que pelo menos nesse caminho, eu posso te fazer companhia...

Anônimo disse...

Juhst! Adorei o post e o assunto!
Tô pensando nisso esses dias todos.
Eu nunca consigo chegar a um consenso nessa batalha infernal de pistas e consciência.
E é vendo o quão frenéticamente vc posta que eu me sinto motivado pra fazer o mesmo.