quinta-feira, 24 de julho de 2008

Revivendo uma vergonha esquecida

E mais um dia começou. Tarde como sempre.
Depois da rotina costumeira, uma ou outra coisa que fugiu da normalidade diária, nada de realmente notável.
Mas sempre chega a noite para apimentar o dia (sem esquecer das duas taças de champanhe).

Uma roda de amigas conversando sobre as banalidades de todo dia, tomando sopa (sim, era sopa) e rindo muito.
- Vamos pro churrasco? Vou levar a Manca(maldade!) dar uma volta....
- Vamos!

Sempre tem alguém pra ter a idéia errada da noite.

Um antro de aleatórios, e eu me sentia bem com meus poucos muito conhecidos.
Cinco minutos de sossego. BOOM!
Parecia que eu estava sentindo que alguma coisa estava por vir. Eu deveria aprender que minha intuição nunca falha.
Dito e feito. Welcome to Bahia!

Ele chegou. Quando o vi senti-m corar no mesmo instante, minha sorte foi meu círculo de pessoas estar longe, assim eu tive um tempo para me recompor até ue ele se aproximasse (importante notar que todo esse desespero se manteve interno, e só está sendo compartilhado com mais alguém agora).

- Oi. (O sorriso, o olhar: eu sei o que você fez!)
- Oi, tudo bem? (O sorriso, o olhar: eu me envergonho disso todos os dias que me lembro!)
- Tudo bem...

(ainda que a situação foi suficientemente dinâmica, nem me pareceu que ficou um silêncio gigante e que a cena congelou só para me envergonhar)

É inacreditável, porque isso ainda acontece?!
Eu queria saber o motivo pelo qual eu me icomodo com coisas das quais, na verdade (infelizmente), nem me lembro.
Talvez eu saiba o que me incomoda. E certamene não é a pessoa, porque eu reajo bem a essas situações.
O que me tortura é a falta de lembranças e a maneira como eu disse coisas muito erradas no momento errado.
Aquele dia eu me senti a última pessoa do mudo, aliás, por duas vezes.
Primeiro por ter feito o que eu fiz da menira como me contaram. E depois, por ter falado o que eu falei em sã consciência, apesar de sobre pressão e vergonha.
Mas isso às vezes acontece não é? Eu deveria entender e me dar um pouco de sossego.
Mas não, parece que essa não lembrança é a mais fresca das minhas memórias. Aquela que resurge nos momentos de reflexão pré-adormecimento, aquela imagem que se constrói na mente em qualquer conversa mais particular, aquele dia que me dá medo quando penso no que disse, no que fiz e no que sou capaz de fazer...

(Márcia me infernizou o suficiente para eu nunca mais me esquecer daquilo que eu nem se quer me lembro. Sabe aquelas reconstruções de simulação criminal? É, foi isso que ela fez!)

O que eu sei é que preciso parar de remoer tudo isso, porque me icomoda, me tortura e, pior de tudo, me envergonha.
Acho que há uma única maneira de me fazer sentir melhor, mesmo que não menos envergonhada:

- Eu queria dizer que não lembro de absolutamente nada do que ocorreu naquela noite, apenas do que se passou com a gente, e de forma muito vaga. Mas me contaram os detalhes do que aconteceu, e desde então eu me sinto absurdamente constrangida toda vez que você está por perto. Ainda mais depois do episódio do ônibus, em que eu me expressei muito mal, e ficou uma situação chatíssima. Queria pedir desculpas por qualquer coisa, e dizer que eu queria apagar aquela noite pela situação em que eu me encontrava, mas não pela parte que envolve você. Enfim, estou te dizendo isso porque eu pecisava explicar a situação há muito tempo pra eu me sentir melhor, porque toda vez eu fico imaginando o que passa pela sua cabeça quando você me vê. Desculpa de novo...
- Relaxa! Isso acontece com todo mundo, tudo bem que você tava mais engraçada do que o normal...hahaha, brincadeira...mas faz parte. Desencana!...nem acredito que você ainda se preocupa com isso...Fica de boa!...

[ele sorri, ela fica encabulada, a situação fica constrangedora por alguns instantes, e então eles se beijam e vivem felizes para sempre...]

Ai, ai...como se tudo fosse um Conto de Fadas.............................................................................

2 comentários:

Mim disse...

temo que esse post seja um pouco ambíguo

Paula Bastos disse...

Se isso é o que você tem vontade de fazer, faça. Diga o que te incomoda, mesmo que a situação não acabe com um beijo, acho que falar já te faria bem, não?
E é claro que eu te aceito. Pra mim você não é adolescente. A gente é farinha do mesmo saco, entende?
Eu amo você e pra mim vc tb é pra sempre :)