segunda-feira, 21 de julho de 2008

Acelerando a vida

Dá a partida, acende os faróis, engata primeira, solta o freio de mão....
E vai,
Como se andar pra frente fosse sua única opção.

Semáforo, lombadas, pare, veículos, pedestres, postes, luzes...
E vai,
Como se dirigindo passasse pelos problemas que não se resolvem andando.

20, 40, 60, 80, 100...
O carro fura as ruas como uma flecha em campo aberto.
São 3 da manhã.
Corre do medo pra chegar em casa, ofegante da pressa de estacionar.
Mas corre pro vento te dar vida, pro ar te matar a saudade, pros pensamentos estarem livres pra ir onde quiserem, pros cabelos balançarem e lembrar que você está viva.

Atravessa a cidade e sua melancolia madrugadora,
Avança o semáforo vermelho cheia de confiança,
Absorve o orvalho que mata a sede,
Entrega as caronas e cumpre o itinerário do dia.
Os olhos nos espelhos, o pé no acelerador, as mãos no volantes, os ouvidos no ambiente...
e os pensamentos a vagar,
felizes,
estourando feito fogos de artifício sobre a sua cabeça, te fazendo lembrar de tudo e pensar, inclusive, no que não deve.

A motorista é minha segunda personalidade, mais confiante para vencer os obstáculos, menos medrosa para andar por ai e fazer o que deve, cheia de atitude, e sempre no caminho certo.

2 comentários:

Paula Bastos disse...

Eu também tô com saudades de você! Tá dirigindo muito por aí, é??

Anônimo disse...

juro que voou lembrar disso antes da próxima carona!!

asidjasiodjasjda